Moda e responsabilidade socioambiental

A indústria da moda é a segunda que mais polui no mundo. As peças de vestuário estão entre os itens com maior risco de serem produzidas por meio da escravidão moderna e trabalho infantil.

Os dados assustam, né?

A Abstrama assume um compromisso com cada uma dessas realidades insustentáveis. Nosso propósito vai além de vestir pessoas, queremos que ao vestir uma peça nossa, esteja-se vestindo uma causa. Afinal, a moda é um manifesto, e podemos narrar diversas histórias por meio do que vestimos.

Nesse sentido, somos uma marca que trabalha com o modelo slow fashion, que se sustenta em diversos pilares que rompem com a realidade desumana e injusta do fast fashion, a indústria tradicional da moda. A primeira delas, e para nós a mais importante, é garantir que todas as pessoas da nossa cadeia produtiva recebam remuneração adequada, relações humanizadas e boas condições de trabalho, e isso inclui uma escolha cuidadosa de fornecedores que mantém esse compromisso também.

A indústria do fast fashion prioriza a quantidade, a principal finalidade será sempre produzir mais para vender mais, independente da qualidade das peças e das condições daquelas pessoas que estão por trás da produção. Infelizmente é o modelo que tem mais visibilidade na indústria da moda atualmente, e muitos dos seus consumidores não têm acesso a essas informações ou não possuem consciência sobre seu consumo. É por isso que todas as peças da Abstrama vêm com a frase "a forma como consumimos tem o poder de mudar o mundo", afinal somos nós, enquanto consumidores, que colocamos essas grandes empresas nas altas posições que ocupam.

Outro pilar super importante é a composição das peças. O primeiro dado que informamos aqui foi que a indústria da moda é a segunda que mais polui no mundo, estando atrás apenas da indústria do petróleo. É chocante pra quem nunca se deparou com essa informação e pensou que poluição automaticamente se tratava da indústria do agronegócio ou do plástico, ou nem imaginou que comprando uma única peça está sustentando essa realidade. O grande inimigo da moda sustentável é o poliéster, tecido composto por microplásticos que demanda 70 milhões de barris de petróleo por ano (o que torna ainda mais insustentável, já que uma indústria sustenta a outra), e demora mais de 200 anos para se decompor (https://www.rcamargoambiental.com.br/noticia/2/preservacao-ambiental/industria-que-mais-polui-o-meio-ambiente-depois-do-setor-do-petroleo.html).

E para além do poliéster, o próprio algodão possui grandes complicações ambientais em seu cultivo por usar uma quantidade de agrotóxicos GIGANTE, grandes gastos de água, novamente péssimas condições de trabalho, etc. É por isso que como uma marca slow fashion e que acredita em um futuro sustentável, mais ético e justo para todos, nossas peças são 100% produzidas a partir de matéria-prima sustentável. Fizemos uma seleção cuidadosa de fornecedores que mantém um compromisso social e ambiental na produção dos tecidos, possuindo o selo de sustentabilidade. Priorizamos sempre produções familiares e com os menores impactos, as quais podemos acompanhar mais de perto. Cada uma de nossas peças vêm com todas as especificações da matéria-prima utilizada e os cuidados necessários, para garantir a transparência com nossos clientes e possibilitar maior durabilidade às peças.

Por último, mas que engloba todos os outros pilares, é o consumo consciente. Todas essas mudanças só funcionam efetivamente se nossa forma de consumir mudar. É importante ressaltar que consumir de forma consciente não é sinônimo de não consumir ou consumir menos, mas sim de pensar e refletir A CADA CONSUMO, afinal tudo e qualquer coisa possui um gasto de recursos naturais, e é necessário criarmos o hábito de enxergar além do produto. Algumas reflexões que convidamos vocês a terem são: essa peça faz sentido para quem eu sou? Ou reflete apenas alguma tendência momentânea da grande indústria da moda? Ainda fará sentido para mim daqui 1 ano? Ela combina com no mínimo outras 3 peças que já possuo? O objetivo é sempre comprar para durar, não dar palco para empresas que não assumem um compromisso social e ambiental, como também usar as roupas como forma de expressão, afinal, o indumentário historicamente sempre fez parte da construção identitária do ser humano, mas isso fica para um próximo papo.

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